O site está demorando muito para carregar? Experimente nossa versão do site para conexões lentas (:

Crítica: Premonição 5
por Matheus Serafim

Quinto capítulo da franquia inova a velha fórmula, mas acaba se tornando previsível.



Desde que o primeiro “Premonição” chegou às telonas, sobre a direção de James Wong, e a franquia ganhou quatro continuações, nunca vimos nada de realmente novo na velha fórmula que fora apresentada ali. Se você tivesse visto o primeiro e o segundo "Premonição", poderia até mesmo escrever um capítulo para a franquia, que aparentemente é daquelas que se prendem a fórmulas e produzem uma série de reciclagens, não inovando nem mesmo na hora de escolher seus personagens sobreviventes. Mas mais do que simplesmente repetir os personagens (o que tem a premonição, o par romântico, o nerd, a bitch, a tolinha, o cara negro e o estranho com problemas psicológicos), a série estava começando a transformar seu maior atrativo – as mortes – em coisas cada vez mais toscas do que encontraríamos até mesmo em "Jogos Mortais", onde o foco é apenas o sofrimento, e foda-se a lógica.


A receita da franquia é fácil de decorar: coloque alguns jovens em um acidente, um deles prevê a morte de todos e convence um grupo a sair dali. Em seguida, é só acrescentar o costumeiro "Como você sabia?" e a descoberta da ordem que os sobreviventes deveriam morrer. O resto do circo consiste em criar mortes que envolvessem curtos circuitos ou a queda de um objeto que leva a queda de outro objeto, e mais outro, e mais outro.


E nessa de seguir esta receita, uau, já estamos no quinto capítulo da franquia. Vendo os resultados dos capítulos anteriores, fui assistir ao filme um tanto cético, mas devo dizer que este é um capítulo mais consistente, não se perde na melancolia de seus personagens e tem seus momentos ritmados, apesar de não ter conseguido fugir da previsibilidade. Mas algo que fez a franquia voltar ao terror foi a novidade de que, se um dos sobreviventes arranjasse outro para morrer em seu lugar, ganharia os anos de vida do que morreu, o que, aliás, faz com que um dos sobreviventes comece a pirar e se transforme num assassino (o que fica previsível logo na metade do filme, infelizmente).


As atuações são razoáveis... os papéis são um pouco difíceis; é difícil transmitir a ideia de que você pode morrer a qualquer minuto, e sinto falta dessa sensibilidade, apesar do roteiro empurrar algumas cenas que mostram os atores chorosos. Sinto que desta vez os atores se esforçaram e conseguiram transmitir um pouco disto para o público. O diretor Steven Quale conseguiu ótimos momentos em 3D, com destaque para as cenas das mortes e a queda da ponte. O roteiro escrito por Eric Heisserer é um tanto quanto sombrio. A volta de Tony Todd a franquia também ajudou neste clima do mal.


Mas o que teve uma dose de ridicularidade além do permitido e merece ser citado aqui, foi a morte de Candice, a ginasta, que acabou ficando cômica demais (talvez este fosse o objetivo, pois muitas pessoas na sessão soltaram risinhos). Quando ela cai morta, toda retorcida e ensanguentada, a impressão que se tem e que as pessoas em volta do corpo olham pra ela como quem diz "quer um band-aid?". Nem mesmo a cara de susto de Peter, interpretado por Miles Fisher - o mais fraco do elenco -, dá um impacto maior a cena. Diretor, por favor, deixe a insensibilidade quanto às mortes para o público.


Se comparado com os outros capítulos da franquia, que estavam bem abaixo da linha de qualidade apesar do 3D, “Premonição 5” se sobressai, unindo o que a franquia faz de melhor (matar personagens) ao 3D bem executado e a uma chocante reviravolta que transforma um dos sobreviventes em um assassino sinistro.

Antes de adicionar um comentário, dê uma lida nos Três Termos que você estará aceitando automaticamente quando publicar um comentário: Primeiramente, não use palavras de baixo calão e respeite os outros visitantes que comentam. Se alguém te provocou, use o "Denunciar" no canto do comentário ofensivo. Segundo, se leu a crítica e não concordou com o que foi dito nela, não vá ofender o autor. Crítica nada mais é do que a opinião de uma pessoa sobre determinada coisa. Terceiro, podemos tirar do ar, sem aviso prévio, qualquer comentário, caso consideremos este desrespeitoso com qualquer um dos termos ou seja publicado com um e-mail inválido. Para os que curtem espalhar Spam (que também É probido por aqui), um maravilhoso filtro automático, que barra comentários com links (:

Páginas