O site está demorando muito para carregar? Experimente nossa versão do site para conexões lentas (:

Crítica: A Hora do Espanto
por Matheus Serafim

Dose de humor e suspense na medida certa torna a produção digna de seu longa original



Confesso que fiquei um pouco receoso quando li que fariam um remake do original “Fright Night”. Antes de tudo, por que eu já havia visto o original... e havia odiado completamente. E depois, por que estava me desapontando com os remakes que estavam fazendo, em especial, o esquecível “A Hora do Pesadelo”. Entretanto, resolvi dar uma chance quando vi que havia sido escalado para assistir ao filme, que é uma versão moderna do clássico filme de vampiros dos anos 80.


A história narra a vida de Charlie (Anton Yelchin), um garoto que vive no subúrbio de Las Vegas, e conseguiu aquilo que mais queria: namora a garota mais desejada de sua escola. Ele logo é alertado por Ed (Christopher Mintz-Plasse), seu ex melhor amigo, sobre o sumiço de várias pessoas no bairro, chegando à conclusão de que o novo vizinho de Charlie, Jerry (Colin Farrell), é um vampiro. De início, Charlie fica completamente incrédulo, mas logo ele mesmo nota estranhas atitudes de seu vizinho, e conclui que o que seu amigo dissera era realmente verdade.


A história recebeu apenas algumas adaptações para modernizá-la e torná-la atrativa para seu público alvo, os jovens. Na verdade, esta “modernização” trouxe a história equilíbrio. Todas as modificações foram bem-vindas, inclusive o fato de se saber que Jerry é realmente um vampiro logo no primeiro ato, ao invés de perder tempo com um “mistério” que, obviamente, está mais que resolvido na mente do público. Isto ajudou para que o enredo não perdesse o ritmo.


De cara, nota-se que o 3D é falho. As cenas do filme são geralmente em ambientes com pouca iluminação, o que dificulta que esta nova dimensão seja aproveitada corretamente, mesmo que alguns efeitos especiais (de meros segundos) tenham ficado ótimos, o 3D é bastante dispensável. Prefira a versão 2D.


Já o diretor Craig Gillespie, rege seu elenco muito bem durante todo o longa. Charlie, interpretado por Anton Yelchin, é carismático e logo nos vemos torcendo para que ele consiga destruir o vampiro Jerry. O ótimo David Tennant, que faz o matador de vampiros Peter Vincent, a quem Charlie recorre quando todos duvidam de suas suspeitas a respeito de seu vizinho, é cômico e irreverente na medida certa. Neste longa não há espaço para donzelas em perigo; na verdade, as donzelas da produção – a mãe de Charlie, interpretada por Toni Collette, e sua namorada, Imogen Poots – são extremamente valentes, chegando a ajudar Charlie diversas vezes durante o decorrer do filme. Colin Farrell parece se divertir como Jerry, o que garante a produção excelentes cenas suas.


“A Hora do Espanto” é tão bom quanto o seu original (ou, no meu caso, que odiou o original, melhor). Com as devidas doses de humor e terror, a produção tornou-se equilibrada, e mantem-se firme até seu desfecho. Definitivamente, faltou um pouco mais de capricho com o 3D, mas nada que vá prejudicar a produção em sua versão de duas dimensões...

Antes de adicionar um comentário, dê uma lida nos Três Termos que você estará aceitando automaticamente quando publicar um comentário: Primeiramente, não use palavras de baixo calão e respeite os outros visitantes que comentam. Se alguém te provocou, use o "Denunciar" no canto do comentário ofensivo. Segundo, se leu a crítica e não concordou com o que foi dito nela, não vá ofender o autor. Crítica nada mais é do que a opinião de uma pessoa sobre determinada coisa. Terceiro, podemos tirar do ar, sem aviso prévio, qualquer comentário, caso consideremos este desrespeitoso com qualquer um dos termos ou seja publicado com um e-mail inválido. Para os que curtem espalhar Spam (que também É probido por aqui), um maravilhoso filtro automático, que barra comentários com links (:

Páginas