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Crítica: Contra o Tempo
por Matheus Serafim

Filme de ficção-cientifica enrola bem até o seu final



Contra o Tempo apresenta um soldado (interpretado por Jake Gyllenhaal) que faz parte de um programa secreto do governo para investigar um atentado terrorista. Despertando no corpo de um desconhecido, ele se vê forçado a viver e reviver os último oito minutos de vida deste último até que consiga encontrar, antes que o trem exploda, o responsável pelo atentado.


Não é novidade para ninguém que hoje em dia temos diversos filmes com uma tématica semelhante a esta: protagonistas tendo que lutar contra o tempo para descobrir determinada coisa. A diferença neste, porém, é que caso fracasse, o soldado pode tentar de novo e de novo, até cumprir seu objetivo. Na sinopse, isso soa como uma trama repetitiva, mas na prática, acaba se tornando um loop vicioso, pois o filme vai mais longe, e faz você mergulhar no psicologico deste soldado que quer se ver livre deste ciclo interminavel.


O diretor Duncan Jones (de Lunar) conduz bem seu elenco. Jake Gyllenhaal interpreta seu papel como é devido, com seus olhos expressivos e convencendo nos dialogos. A sempre ótima Vera Farmiga completa, adicionando mais emoção a trama cheia de reviravoltas. Já o roteiro, escrito pelo estreante Ben Ripley, apresenta falhas visiveis e facéis de corrigir, mas ao invés disso, prefere amarrar tudo de uma vez só com seu desfecho, e tenta - sem sucesso - empurrar pra de baixo do tapete fatos não completamente resolvidos, fazendo pairar um ar de dúvida.


Apesar das falhas no roteiro, a execução, em si, é boa, e até mesmo para quem não curte o gênero, o filme consegue enrolar bem até o seu desfecho. São diversos os momentos tensos que prendem a atenção do público e os efeitos especiais são bons, apesar de não serem o foco da produção.


Para os que querem um filme com uma história não tão difícil de se compreender e boas cenas de ação, Contra o Tempo parece ser uma ótima opção, e sem dúvidas vai agradar ao público menos exigente, apesar de que parece subestimar a capacidade de compreensão dos espectadores, que notarão, sim, que o roteiro parece se perder nessa transferencia do real protagonista (um soldado, numa missão) para o do cidadão comum que perdeu sua vida num atentado.

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