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Artigo: 3D | Modinha pós-Avatar ou algo que chegou para ficar?
por Matheus Serafim

Desde que Avatar, de James Cameron, chegou aos cinemas, revolucionando o modo que assistiamos aos filmes com o uso do 3D, todas as produções parecem estar aderindo a tecnologia, seja para cobrar mais pelos ingressos - geralmente, com conversões baratas e que tem o mínimo contraste de diferença se comparado com a versão 2D -, seja para fazer coisas voarem na sua cara e não acrescentarem nada a trama.


A verdade é que o 3D não era para ser apenas um artifício a mais. O 3D é, antes de tudo, um modo de se contar histórias. A profundidade e os objetos vindo em sua direção são apenas as consequências disto... uma pena isso não ser o que pensam as produtoras. E muito mais, uma pena não ser isso que pensam os espectadores.


Muitas pessoas aderiram ao 3D por considerarem que é algo mais tecnológico. E num mundo em que estar "atualizado" é tudo, aderir as novas tecnologias é quase que instantâneo para a maioria das pessoas. Os que desistem da novidade são geralmente os que assumem que não veem diferença alguma ou os que sentem dor de cabeça ou algo parecido, após a seção. Para as produtoras, na verdade, o que realmente interessa é os R$ a mais que serão cobrados pelo ingresso.


O pior de tudo é que inventaram uma modinha de rodar o filme todo em 2D, e no final, fazer uma conversão inútil e de má qualidade. Um exemplo disto é o esquecível Fúria de Titãs, que teve a conversão feita em uma semana, e que logo mais terá uma continuação, também convertida - embora os produtores e o diretor do filme já tenham prometido que, desta vez, não irão fazer uma conversão às pressas, e que irão filmar as cenas "pensando no 3D".


Mas, agora, convenhamos: Premonição, Jogos Mortais ou mesmo As Viagens de Gulliver não precisavam de 3D. O último Premonição apelou para a queda de uma ponte, para exprimir do 3D cenas "interessantes". Jogos Mortais fez aquilo que todos os fãs queriam: partes de corpos e sangue jorrando em três dimensões. Já o detestável As Viagens de Gulliver simplesmente traz a sensação de que os atores estão em primeiro plano e o fundo, aparentemente, mais distante. Mas o que foi que isso mudou na narrativa do filme?


Agora é esperar pelas continuações de Avatar em 2012 e 2013, e torcer para que as produtoras - e até mesmo, os espectadores - vejam que o 3D pode ser tanto uma modinha passageira, como algo que realmente chegou para ficar. Só depende do modo como as produtoras continuarão a produzir seus longas e como os espectadores vão reagir a tantas produções... deploráveis.

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